quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Skyrim–um conto

 

Todos sabem que adoro RPGs. De todos os tipos. Sou jogador veterano, que adorava as sessões de D&D (Dungeons & Dragons, para quem não conhece, veja AQUI), com todo mundo reunido, muitos dados, papel e confusão, MUITA confusão. Era divertido demais, como nada hoje em dia, na era do *distanciamento digital*, mas isso é assunto para outro post.

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Quando soube do lançamento de Skyrim, fiquei bastante animado, pois é o meu tipo de jogo. Apesar de nunca ter zerado nenhum jogo da série (veja AQUI), não ter paciência para joga-los hoje, pois os mecanismos de jogos tão antigos realmente são ruins e não ter *tempo* hábil para isso, gostaria de jogar E ZERAR Skyrim. Até mesmo porque já a algum tempo estou mudando minha postura de jogar um pouco de cada jogo e largar – agora estou me forçando a ir até o fim, para aproveitar tudo que os jogos oferecem: a experiência completa. Comprei o jogo com preço *cheio* no STEAM, assim que lançou o pacote com todos os DLCs (veja AQUI), comprei e estava pronto para começar a jogar, quando algo aconteceu. Aconteceu Dragons Dogma. Alegre 

Como este post é sobre Skyrim, me limito a dizer que   OMG OMG OMG !!!!!11111 OEONNOENOENOENOE !!!!!!  Dragons Dogma é bom PRA CACETE !

http://www.the2bitgamers.com/wp-content/uploads/2012/12/Dragons-Dogma-Demo-3.jpeg

Então, não teve jeito…. fiquei GRUDADO no PS3 até terminar Dragons Dogma…. Quando escrevo Dragons Dogma, quero que leiam igual ao

personagem Professor Crocker dos Padrinhos Mágicos, quando ela diz “PADRINHOS MÁGICOS!”. Porque, sem dúvida alguma, para quem gosta de RPG, Dragons Dogma é um MARCO. Uma delícia de jogo….

Mas voltando ao assunto do post….

Após meses jogando Dragons Dogma, foi a vez do nosso amigo Skyrim. Quando carreguei o jogo, achei a interface esquisita, os gráficos datados, o som ruim…. algo estava errado. Sim… faltavam… OS MODS ! E como tem Mod para Skyrim. Milhares ! Me ative, após muita pesquisa, aqueles para melhorar a interface, os gráficos e a ambientação do jogo (música e sons). Nossa… o jogo virou OUTRO… Agora sim !

Quando comecei, logo notei que havia um empecilho a minha jornada: a economia de Skyrim é uma grande… merda. Conseguir dinheiro é um parto, os comerciantes não tem dinheiro para comprar suas mercadorias, e vc não consegue levar muita coisa, porque fica pesado. E para um Elfo como eu, que se baseia em Destreza, e não em Força, aí fudeu mesmo, eu não podia carregar quase nada. http://resource.mmgn.com/files/PC/Skyrim-Wallpaper-1.jpgEntão o Console de jogo me salvou: adicionei gold e me dei possibilidade de carregar muita coisa e aproveitei para me dar de presente um arco, para partir para a aventura. Entendam, mesmo utilizando o console e alguns Mods para conseguir ouro, equipamento, o que seja, isto não afeta a jogabilidade (no meu caso), pois eu curto a HISTÓRIA, o Role Play. Então, não quero ficar perdendo tempo juntando ouro ou ficar horas e horas para conseguir um equipamento legal, quero conversar com os personagens, visitar os lugares, curtir o mundo de Skyrim. E assim o fiz.

Lógico, não irei contar aqui toda minha experiência de jogo, porque Skyrim é um RPG gigante. Mas, conforme o título, apenas um conto que ocorreu em uma visita a uma das Cidades do jogo. Vamos a ele….

 

Quando cheguei em Markath, logo na entrada uma confusão: um homem aparentemente comum ataca violentamente uma mulher que estava passando e, em questão de segundas, ela estava morta, reduzida a cinzas pelo fogo que a consumia. Saquei rapidamente meu arco e, meio sem pensar, alvejei o cidadão atacante até mata-lo. As pessoas fugiam horrorizadas, talvez sem compreender a situação, mas eu, mesmo não sendo um profundo conhecedor das artes arcanas, sabia muito bem reconhecer um mago utilizando magias de fogo, até porque eu estudei em Whiterun durante alguns meses. Ok, não fui lá um exemplo de aluno e acabei deixando o colégio de magia, mas pode se dizer que aprendi o básico para sobreviver – e quantas vezes me curei de ferimentos quase fatais usando magia…..

Mas naquele momento apenas fiz o que faço melhor: usar meu arco. E logo havia um guarda, que ao ver a mulher morta carbonizada e o atacante, também sem vida, cravado de flechas, se limitou a pedir calma e nada fez. Achei aquilo estranho demais e, junto com meus companheiros de aventura, fui caminhar pela cidade. Não demorou para um desconhecido me parar na rua e dizer para que eu ficasse longe de problemas, para eu não fazer perguntas e, melhor seria se eu virasse as costas e fosse embora da cidade. Mas esse tipo de coisa temFile:SR-quest-The Forsworn Conspiracy 01.jpg sempre o efeito contrário em aventureiros… Se alguém diz “Não faça !”, é um convite para faze-lo. E assim, ignorei os avisos e continuei pela cidade, conversando com as pessoas para tentar entender a situação. Algum tempo depois, encontrei um homem que me deu um bilhete, dizendo “olha, vc deixou cair!”. Mas eu não havia deixado nada cair. O homem virou as costas e saiu, sem dizer mais nada. Curioso, abri o bilhete que dizia “me encontre na igreja”. Agora sim, eu estava tomando parte da situação !

Rapidamente encontrei a igreja (Shrine of Talos) e lá estava o cidadão. Ele me disse seu nome, Eltrys, e explicou que, desde pequeno, estava insatisfeito com as injustiças na cidade e que sempre procurou um meio de combater a família corrupta que dominava tudo e todos – como uma espécie de máfia – mas sem sucesso. Também me disse que o nome da mulher morta era Margret e o assassino, Weylin. Estava se formando algo ali, e eu estava muito, MUITO interessado….

Voltei a caminhar pela cidade e procurar pistas dos envolvidos no caso. Nas minhas buscas encontrei uma carta que dizia:

Weylin,

You've been chosen to strike fear in the heart of the Nords. Go to the market tomorrow. You will know what to do.

-N

“Weylin, você foi escolhido para espalhar o medo no coração dos Nórdicos. Vá a mercado amanhã. Você saberá o que fazer.”

Sem dúvida alguma, a carta era o prenúncio do assassinato. Mas por que ? O que levaria um cidadão respreitável, trabalhador das minas, a fazer algo assim ? E, mais importante: QUEM É o MISTER N ? Alegre

A família dos Silver Blood dominava a cidade com mão de ferro. Decidi encontrar Thonar Silver Blood, na Casa de Tesouros da cidade, em busca de respostas. Chegando lá encontrei uma recepcionista, que tive que convencer a me deixar entrar com algumas moedas de ouro. Tudo aqui parece funcionar assim. Me deparei com uma mulher muito bonita, que se apresentou – de maneria muito rude – como a esposa de Thonar, Betrid Silver Blood. Ignorei seu modo de falar e continuei em direção ao escritório de Thonar. Estranhamente, no caminho, a faxineira olhou para mim, sorriu e disse “Nana limpa tudo aqui!”. Parei por um segundo, tentei falar com Nana, mas ela se limitava a dizer que trabalhava ali há muitos anos, limpando tudo. Continuei até Thonar, que também me recebeu de forma rude, mas logo que começamos o nosso diálogo, um grito… “Pelos Forsworn!” e a confusão estava formada. Nana atacou violentamente Betrid e a matou, enquanto eu tentava entender o que estava acontecendo. Todos estavam em um frenezi, e no fim apenas me limitei a observar. Nana, morta. Betrid, morta. Thonar grita comigo e diz que a culpa é minha. Como assim ? Eu havia acabado de chegar na cidade…..

Bom, lógico que isso continua… Assim é Skyrim. Vc perde horas nesse universo muito bem trabalhado e cheio de intrigas e mistérios. Diferente de Dragons Dogma, onde a ação é muito mais direta, Skyrim e um mundo e Role Play, onde a história é o que mais importa. O conto acima é apenas o início de uma missão, dentre dezenas que o jogo oferece. É um mundo vasto, pronto para ser explorado. Quem gosta de histórias, vai amar Skyrim. E se vc prefere um RPG mais direto, com mais ação, vá de Dragons Dogma.

Se vc for um fã de RPG, faça como eu, jogue ambos…. Smiley piscando

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

I’m back de volta again de novo

Tem quase um ano que não escrevo aqui…. Um comentário de um usuário “anonimo” me fez lembrar disso. Coisas que mudam com Facebooks da vida…. Acabo postando tudo nas “redes sociais”, mas um bom texto não cabe nesses espaços. Aprendemos a escrever pouco, sucinto. E tem que ser “interessante” também, senão não ganha joinhas….! Sinal dos tempos (ruins).

Retornarei com meus textos aqui em breve. Resistindo. Nadando contra. Sem perder a ternura.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012